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domingo, 26 de agosto de 2012


O protagonismo da família

Queridos irmãos:
Convidamos todos a lerem com os olhos do coração os seguintes versos da música “Utopia”: “No fim da tarde / quando tudo se aquietava / A família se ajuntava / Lá no alpendre a conversar. / O tempo passa / E hoje eu vejo a maravilha / De se ter uma família / Enquanto muitos não a têm. / Há tantos filhos / que bem mais do que um palácio./ gostariam de um abraço / E do carinho de seus pais./ Se os pais se amassem / O divórcio não viria / Chamam isso de utopia / Eu a isso chamo paz”. Cabe a nós refletir a realidade atual, a partir do que disse Paulo VI em defesa do “papel primordial” da família “natural, monogâmica e estável”. Certamente é difícil ao homem secularizado tornar compreensíveis as exigências do Evangelho (Bento XVI).
Em vista disso, estamos convencidos de que, se não fizermos do Evangelho o estatuto de nossa vida familiar, a “família” imergirá no caos, por isso propomos, neste mês em que se celebra a Semana Nacional da Família, dirigir nossa atenção para as pertinentes e relevantes palavras do Papa Bento XVI acerca desse “bem” tão precioso e frágil:
“A família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher e aberta à vida, continua a impor-se como o caminho principal para a geração e o crescimento da pessoa”.
“A família é um ´recurso decisivo` não só para ´regenerar sempre de novo a Igreja` mas também para vivificar o tecido social”.
“Matrimônio e família são instituições cuja verdade deve ser promovida e defendida de qualquer equívoco, porque todo o dano a elas causado é realmente uma ferida que se inflige à convivência humana como tal”.
“A família é riqueza para os esposos, bem insubstituível para os filhos, fundamento indispensável da sociedade, comunidade vital para o caminho da Igreja”.
“A família é lugar privilegiado de educação humana e cristã e permanece, para esta finalidade, a melhor aliada do ministério sacerdotal”.
“A família cristã que consegue viver o amor como comunhão e serviço, como dom recíproco e abertura a todos, reflete no mundo o esplendor de Cristo e a beleza da Trindade divina”.
Que a Sagrada Família de Nazaré ajude nossas famílias a serem irradiadoras da presença de Cristo no mundo.
Com carinho


Cida e Raimundo
CR Super-Região

Meditando em equipe

Popularmente tido como aziago, do ponto de vista litúrgico, Agosto é o contrário: é o mês feito a gosto para cada um repensar e reavaliar a sua própria vocação no seio da Igreja. Nesse sentido, é de suma importância a exortação que nos faz o apóstolo Paulo: “Exorto-vos eu, o prisioneiro no Senhor, a andardes de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Ef 4,1). A cláusula “de modo digno” obviamente aponta para um verdadeiro embasamento espiritual, qualquer que seja a nossa vocação na seara divina. Caso contrário, estaríamos a construir sobre areia, fadados ao fracasso. Pedro, bem humano como todos nós, conclui: “Como é santo Aquele que vos chamou, tornai-vos também vós santos em todo o vosso comportamento, porque está escrito: Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pd 1,15-16).





Escuta da Palavra em 1Pd 1,12-23

Sugestões para a meditação:
1. Explique esta frase: “Fostes regenerados, não de uma semente corruptível, mas incorruptível” (v. 23).
2. O que Pedro quer dizer com “o tempo do vosso exílio” (v.17)?
3. Como entender esta expressão: “ponde toda a vossa esperança na graça” (v.13)?
4. E esta: “Cristo, conhecido antes da fundação do mundo” (v.20)?

Frei Geraldo de Araujo Lima, O.Carm.


Oração Litúrgica

“Me chamaste para caminhar na vida contigo; 
Decidi para sempre segui-te, não voltar atrás! 
Me puseste uma brasa no peito e uma flecha na alma... 
É difícil agora viver sem lembrar-me de Ti. 
Te amarei, Senhor! Te amarei, Senhor! 
Eu só encontro a paz e a alegria bem perto de Ti! 
Eu pensei muitas vezes calar e não dar nem respostas. 
Eu pensei na fuga esconder-me, ir longe de Ti; 
Mas tua força venceu e ao final eu fiquei seduzido: 
É difícil agora viver sem saudades de Ti. 
Ó Jesus, não me deixes jamais caminhar solitário, 
Pois conheces a minha fraqueza e o meu coração... 
Vem, ensina-me a viver a vida na tua presença. No amor dos irmãos, na alegria, na paz, na união!”



A sagrada missão de pai

Esta afirmação de Jesus, muitas vezes, é remetida a nós pais que, seguidamente, fazemos esta pergunta a respeito de nossos filhos: afinal, somos nós que os escolhemos ou são eles que nos escolhem? Na verdade, esta escolha não é nossa, é um presente de Deus, tanto para os pais, como para os filhos. E nós a acolhemos num momento de grande alegria e gratidão, mesclados com preocupações e angústias diante da impossibilidade de monitorá-los como gostaríamos. Como todos nós, eles têm o dom do livre arbítrio que, no momento certo, exercem com muita autoridade, muitas vezes para o desespero dos pais, quando as suas escolhas não são as mais prudentes. Para eles o presente significa amor, amparo, proteção e bússola orientadora em suas vidas, não trilhos. Portanto, um presente muito amado e querido por ambos os lados.
Meditamos também na infelicidade dos pais que, ao não conseguirem fazer dos filhos a realização de seu projeto de vida, têm dificuldade em lidar com o diferente. Decepcionam-se e chegam até a pensar que o que Deus lhes deu foi um “presente de grego”. Falta a esse pai a consciência de que, apesar da nossa autoridade de pais, inquestionável, não somos seus donos, mas seus parceiros de jornada e modelo de vida. Somos o seu porto seguro que, em qualquer circunstância, oferece no seu ancoradouro um amor exigente, mas incondicional.
Pensando nisto, o que dizer dos pais que recebem este presente na forma de um filho especial; considerariam também eles um presente de grego ou uma prova de confiança de Deus na sua capacidade de amar mais e ser o suporte para esta frágil criaturinha Sua?
Neste mês em que se comemora o Dia dos Pais, pensemos carinhosamente nisto, principalmente quando estivermos angustiados nas madrugadas de esperas, nas preocupações com os amigos que fazem, ou quando seus futuros parecem não ser claramente luminosos.
E rezemos muito num preito misto de gratidão e esperança, no amor misericordioso daquele que Jesus nos ensinou a chamar carinhosamente de ABBA (paizinho), que é o modelo inequívoco da nossa paternidade humana.

Carmen e Maurílio
CR Região RS I