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quarta-feira, 20 de junho de 2012


O que é a Carta Mensal?

A Carta Mensal é uma publicação do Movimento das Equipes de Nossa Senhora. Sua circulação é restrita a seus membros e tem como principais objetivos:

• Veículo de comunicação da Super Região (responsável pelo Movimento no Brasil);
• Instrumento de circulação da seiva do Movimento;
• Instrumento de formação para os equipistas;
• Transmissora de notícias de interesse geral;
• Favorecer e manter a unidade do Movimento.


O mistério do sangue de Cristo

(Julho: mês do preciosíssimo sangue de Cristo)

io da Eucaristia, dizendo que daria seu Corpo e seu Sangue como alimentos de vida eterna, muitos dos seus discípulos – diz o texto bíblico – deixaram de andar com ele. Jesus se dirige aos Doze Apóstolos e pergunta: “Também vós quereis ir”? Pedro respondeu: “Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. Tu és o Santo de Deus” (Jo 6, 67-69).
Acostumados a uma tradição onde tudo era tratado de modo ritual severo, não conseguiram compreender as palavras de Jesus. O escândalo que se produziu na mente daqueles que abandonaram o Senhor é fácil de entender. Fiéis às tradições do Antigo Testamento e aos ensinamentos dos fariseus, aqueles discípulos não conseguiram 
dar um passo tão gigante da passagem fundamental da antiga para a nova Aliança.
Na tradição antiga, o sangue era considerado veículo da vida (Lv 17, 11.14), elemento vital e, por isso, perder sangue é perder a vida, dar sangue, é dar a vida. Uma série de prescrições rituais e
 morais tiveram seu fundamento nessa realidade.
Se, por um lado, o sangue de-via ser absolutamente evitado no preparo dos alimentos; por outro lado, era essencial em alguns ritos, como a aspersão para significar a purificação (Lv 14), para selar um pacto, marcando os umbraisdas casas dos Hebreus no Egito: significou a proteção contra o anjo exterminador (Ex 12).
Essas imagens eram prefigurações do que seria realizado em Cristo e por Cristo. Ele promete
 dar seu sangue para nos comunicar a vida eterna (Jo 6, 54-57).
Origina-se dessas palavras a grande crise no discipulado deJesus. Quando o evangelista diz que muitos deixaram de segui-lo, somente Pedro se adianta e consegue dar o salto qualitativo da fé. Embora fosse um homem rude, Pedro, movido pelo Espírito, entende as palavras do Senhor como palavras de vida eterna. Antecipa-se aos demais e professa, por primeiro, sua fé. “A quem iremos, Senhor” soa quase como um lamento. O Senhor preparava,
assim, seu vigário na terra para as mais duras provas e situações.
Na última ceia, Jesus inclina-se diante dele e de todos os demais apóstolos para lavar-lhe os pés. E, momentos depois, partilha seu maior dom: “Este é o sangue daAliança que é derramado por muitos para a remissão dos pecados (Mt 26,28)”. É a clara alusão ao sangue que versaria na cruz, para cumprir a obra da redenção. O próprio Judas,
 sentindo remorsos por ter entregue o Senhor, devolve as trinta moedas
 de prata, dizendo: “Pequei, entregando um sangue inocente (Mt 27,4)”.
Jesus derrama todo o seu sangue por amor aos homens. As últimas gotas de seu sangue já estão misturadas com líquido pleural quando ”um soldado lhe transpassou o lado com a lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Jo 19, 34). Fecha-se assim o grande horizonte da total doação de seu Preciosíssimo Sangue: em Caná,
 Jesus transforma a água em vinho; na ceia, o vinho em sangue e na cruz, de seu Coração
 aberto, emana sangue e água,  “rios de água viva” (Jo 7,38).
O Preciosíssimo Sangue de Cristo dava início em julho, a uma festa litúrgica dedicada a este tema que, posteriormente, foi unida à festa de Corpus Christi. Adentramos o mistério do sangue de Cristo, ogrande mistério: versa as primeiras gotas de sangue no dia da circuncisão, corre por terra na agonia do horto das oliveiras, mana abundantemente durante a cruel flagelação, cobre-lhe o rosto na coroação de espinhos, marca as pegadas do caminho do Calvário, escorre em borbotões na hora da crucifixão, goteja por terra até à morte de Jesus. Isaías, no quarto canto do servo sofredor (Is 52) o descreve “tão desfigurado que nem parecia um homem”. E, no dizer do mesmo profeta”. por suas feridas, fomos curados” (Is 53,5). Em outra passagem, Isaías mostra a figura de um homem, pisando as uvas no lagar e, manchando toda sua roupa, Ele pergunta: “Por que está vermelho o traje, e as tuas vestes, como as daquele que pisam uvas no lagar? O lagar, eu o pisei sozinho, e dos povos nenhum homem se achavacomigo; pisei as uvas na minha ira; no meu furor, as esmaguei, e o seu sangue me salpicou as vestes e me manchou o traje todo. Porque o dia da vingança me estava no coração, e o ano dos meus redimidos é chegado” (Is 63,2-4).
O Preciosíssimo Sangue de Cristo é o alimento dos fortes. Ele se nos dá, com o seu Corpo, na Eucaristia. Fortalece a todos para serem cada vez mais dignos das promessas do Senhor e serem no mundo sinal e presença de seu amor e de sua misericórdia. Garantirá a todos os cristãos o necessário para a santidade; é a fortaleza dos mártires, a virtude dos confessores, a força dos tentados, consolação dos que choram, esperança dos penitentes e conforto dos moribundos.
O livro do Apocalipse (Ap 7) mostra uma grande multidão daqueles que vinham da grande tribulação: “Lavaram suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro”. A grande tribulação é o tempo de perseguição, quando os primeiros cristãos tiveram a oportunidade de testemunhar sua fé diante de reis e povos. Quanto mais perseguida, tanto mais crescia em número e em santidade a Igreja, Corpo de Cristo. Era o sangue de Cristo a solidificar a Igreja.
No Apocalipse, Nero é o protótipo do perseguidor, mas sabemos que hoje há muitas outras possibilidades de se dar testemunho de Cristo e encontrar o martírio, como forma mais excelente de se consumar uma vida autenticamente cristã.
Com certeza, neste início de século, a Igreja passará pelas mesmas perseguições a que já está acostumada. Ela continuará sendo alvo de críticas, de incompreensões e enfrentará o martírio da Cruz. Pela força da Eucaristia e pelos méritos do Preciosíssimo Sangue de Jesus, ela vencerá. Serão momentos de purificação, de santificação e, até mesmo, de glorificação de tantos de seus membros. Santo algum galgou a glória dos altares sem sofrimento. Eles continuam a nos inspirar os melhores propósitos para realizar, em nossa vida diária, tudo aquilo que proclamamos pela fé. O desejo de entregar o próprio corpo em testemunho da fé em Cristo, é o desejo de todo cristão, notadamente, daqueles que receberam, no dia da sua Crisma, os dons do Espírito Santo. Precisamos de Santos! Que o Senhor inspire a nossa juventude o propósito de ser, na Igreja, referencial de tão sublime desejo. O precioso Sangue de Cristo há de nos fortalecer e inspirar... O dom da Fortaleza nos transformará em discípulos ardorosos e valentes!

Arcebispo Emérito Cardeal Dom Eusébio Oscar Sheid, SCJ
Fonte: Coluna Voz do Pastor

segunda-feira, 11 de junho de 2012


“Ele vai na frente de vocês” (Mc 16,7)

Queridos irmãos:
Em julho próximo, equipistas do mundo inteiro têm um encontro marcado com Jesus na Galileia. Um encontro que, após a Ressurreição, foi agendado por ele próprio, e comunicado às mulheres que encontraram o túmulo vazio: “Vão anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão” (Mt 28,9).
Para encontrá-Lo e vê-Lo,é preciso sair e ir ao lugar do encontro. Um lugar, não do passado, mas de um futuro que desponta, mediante o seguimento de quem está vivo. Foi lá que Jesus iniciou sua atividade. E é para lá que devemos ir, espiritual ou fisicamente, e “darmos aos homens a certeza de sua presença viva; se quisermos retomar seu projeto, seguindo-o desde a Galileia até Jerusalém, através de nossas atividades” até os confins do mundo. Em outras palavras: Cristo nos convida a deixarmos o túmulo vazio, e nos dirigirmos para a “Galileia”, não para olhar o queEle realizou, mas para continuarmos sua prática aqui e agora.
Na caminhada do antigo êxodo Deus estava no meio do povo. No novo êxodo, cumpre-se o que disse Jesus: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada” (Jo14,23). Portanto, ir a Brasília significa ter a certeza de transformá-la em um santuário vivo.
Como filhos do país que abrirá suas portas, corações e mentes para acolher o primeiro Encontro Internacional das Equipes fora da Europa, convocamos todos os equipistas brasileiros para fazermos desse evento não “apenas um belo momento para nos encontrarmos em torno do nome de Deus e do Pe. Caffarel, mas também, e sobretudo, ocasião para fazermos uma viagem que nos leve a um verdadeiro encontro espiritual, seguindo o significado das peregrinações que têm atravessado o nosso tempo” (Volpini).
Confiantes na intercessão da Mãe de Jesus, unamos nossas vozes e peçamos com fé: “NossaSenhora Aparecida, intercedei pelo XI Encontro Internacional das ENS!”


Cida e Raimundo 
CR Super-Região


segunda-feira, 4 de junho de 2012





LIÇÕES DA NATUREZA

Recentemente assisti a um documentário sobre a Arara Azul de Lear. Esta ave de bela plumagem, quase extinta pela sanha de colecionadores e traficantes de animais, hoje é encontrada em apenas um lugar do planeta, a região de Jeremoabo-Canudos, sertão da Bahia. O que mais chama a atenção esta ave, que vive cerca de 70 anos, é que tanto o macho quanto a fêmea  são fieis um ao outro por toda a vida, ou seja, s e um dos dois for capturado ou morto, são dois espécimes que terão sua vida reprodutiva interrompida para sempre, o que dificulta ainda mais a sobrevivência da espécie.
O comportamento deste animal trouxe-me uma indagação inquietante: Se um animal é capaz de ser fiel até a morte, será que nós, seres humanos, também não somos? Até quando continuaremos com aquela “velha” mentalidade de que para ser “homem de verdade” é preciso ter varias mulheres? Até quando abandonaremos nossas esposas quando elas mais precisam (gravidez, filhos pequenos, doença etc.), só porque nossos desejos sexuais não podem ser satisfeitos temporariamente? Será que nosso amor por elas se resume apenas a isto? Se assim for, somos os mais dignos de pena, pois nossas amigas Araras Azuis de Lear, consideradas “animais irracionais”, nos superaram.
Nosso amor tem que ir além, não pode ser um sentimento mesquinho de posse, não podemos considerar nosso cônjuge um objeto, mar verdadeira imagem e semelhança de Deus, que é o próprio Amor, amor capaz de dar a vida pelo outro (Ágape). Muito já se falou que o amor não é apenas um sentimento, mas uma decisão, decisão assumida diante de Deus, nos comprometendo a sermos fiéis apesar das diferenças de opinião, diferenças culturais, doenças, dificuldades financeiras, por toda a vida. É difícil? Claro que é! Mas não é impossível, quando nos deixamos guiar pelo amor de Deus, quando olhamos para nosso cônjuge com os olhos d’Ele.  Desta, pois, o belo exemplo desta admirável criatura de Deus, e sejamos como ela, reflexo do Nosso Criador.

Oscar da Mônica
Eq.43B- N.S. da Sagrada Família 
Fortaleza  - CE
   
                                                                                               

sábado, 2 de junho de 2012

CARTA MENSAL

Sagrado Coração de Jesus

“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim,
porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29)

Nesse mês de junho comemoramos a festa do Sagrado Coração de Jesus. Queridos equipistas, há uma escola permanente para a qual somos convidados e que nos apoia todos os dias no nosso “ofício de casais”. É a escola do Amor, da Palavra, da revelação de Deus. Jesus nos diz “aprendei de Mim”! Vamos, pois, à Escola por excelência. Aprendamos e ensinemos aos nossos filhos que, onde e quando há amor, há unidade; onde e quando falta, temos divisões, falta perdão, falta paz. Num mundo dilacerado por discórdias, busquemos no Coração de Jesus a inspiração para tornarmos o nosso lar cada dia mais fecundo e mais santo. O Coração de Jesus é a manifestação concreta do amor misericordioso de Deus encarnado.
O Papa João Paulo II escreveu, num artigo intitulado Do Coração aberto de Cristo provém o amor necessário às famílias, o seguinte: “Sim, graças ao sacramento do matrimônio, na Aliança com a Sabedoria divina, na Aliança com o amor infinito do Coração de Cristo, vós famílias, tendes o dever de desenvolver em cada um dos vossos membros a riqueza da pes-soa humana, a sua vocação ao amor de Deus e dos homens. Sabei acolher a presença do Coração de Cristo confiando-Lhe o vosso lar. Que Ele inspire a vossa generosidade, a vossa fidelidade ao sacramento no qual a vossa aliança foi selada diante de Deus. E que a caridade de Cristo vos ajude a acolher e a auxiliar os vossos irmãos e irmãs feridos pelas rupturas, deixados sós; o vosso testemunho fraterno far-lhes-á descobrir melhor que o Senhor não deixa nunca de amar aqueles que sofrem. Diante do Coração aberto de Cristo, procuramos depositar nele o amor verdadeiro de que têm necessidade as nossas famílias. A célula familiar é fundamental para edificar a civilização do amor.”
 (L´Osservarote Romano, 12/10/86).
Pelo caráter de entrega incondicional e desinteressada que os cônjuges assumem na vida através do Sacramento do Matrimônio, são chamados a ser especialistas do amor. Testemunhemos, pois, esse amor e mostremos ao mundo como é o amor do Coração de Deus e sejamos “reflexos do amor de Cristo”.
Um carinhoso abraço.
No Coração de Jesus,

Pe. Miguel Batista, SCJ. SCE da Super-Região Brasil

CARTA MENSAL

Casal cristão: sal e luz para o mundo


Neste mês estamos refletindo e discernindo o Capítulo IV do nosso Tema de Estudos: ‘Ativos na história’.
Como Igreja, devemos entender esta afirmação como um convite, um forte chamado à ação permanente de evangelização e anúncio diante das mudanças constantes no mundo de hoje.
A Constituição Dogmática Lumen Gentium nos ensina:
Esta evangelização, isto é, este anunciar de Cristo por um testemunho vivo e pela palavra falada, adquire características específicas e eficácia particular pelo fato de se realizar nas condições comuns do século. Neste múnus aparece em grande destaque aquele estado de vida que é santificado por um sacramento especial, isto é, a vida matrimonial e familiar. (...) Lá os cônjuges encontram a vocação que lhes é própria: ser mutuamente e para os filhos testemunhas da fé e do amor de Cristo1.
A Igreja-mãe quer nos dizer que a família, o casamento, o lar cristão são lugares onde podemos começar a atender este chamado. É neste estado de vida, santificado pelo sacramento do Matrimônio que o amor conjugal escuta o chamado e parte para encontrar a sua vocação própria: ser testemunha do amor maior. O amor de Cristo.
Entretanto o casal cristão deve ser aquele que dá gosto, assim como o sal, a tantos dissabores da vida. Os cônjuges devem ser luz para iluminar o caminho, não apenas dos filhos, familiares, mas também dos vizinhos, da comunidade, da grande ecclesia em que vive.
Atender a este chamado em casal não é fácil. É preciso saber discernir qual é a vontade de Deus e pedir sempre ao Pai, muita sabedoria. Mas onde conseguir sabedoria? A carta de São Tiago2 nos recomenda:
Se alguém de vocês tem falta de sabedoria, que peça a Deus, e Ele a dará, porque é generoso e dá sem impor condições. Todavia é preciso pedir com fé, sem duvidar, porque aquele que duvida é como a onda do mar, que o vento leva de um lado para outro”.
Pedir sabedoria com fé é poder discernir a vontade de Deus e continuar fazendo ativamente a história de seu povo.
As Equipes de Nossa Senhora são uma escola de formação permanente, sem, no entanto, esquecer a Oração e a Ação. Devemos ser fiéis ao Carisma e à Mística, seguir com alegria e zelo a metodologia e as orientações do Movimento e fazer de suas prioridades uma meta em nossa ascese cristã. Uma destas prioridades é a ‘Presença no Mundo’, e por meio dela saberemos definir nossos engajamentos atuais inserindo-os no Plano de Deus.
O Guia das Equipes3 informa o nosso múnus social:
Os casais das ENS procuram testemunhar que o casamento é fonte de amor, de felicidade e de santidade e também uma realização humana. Vivendo no mundo com os valores do Evangelho, querem ser fermento na massa e estar presentes em todas as atividades da sociedade”.
É importante que neste caminho de Santidade atendamos a “convocação” ao serviço sem esquecermos a nossa “vocação” e o nosso Carisma. Padre Caffarel4 nos alerta:
No seio da Igreja, os movimentos de leigos, e não apenas as ordens religiosas, têm a sua vocação. Entendei por isso que cada um deles é chamado por Deus para um serviço de Igreja, original, para uma função própria, insubstituível. Da mesma maneira que a vocação dos beneditinos não é a dos jesuítas, nem a dos dominicanos a dos padres brancos, cada movimento de leigos tem a sua própria vocação”.
Concluindo, devemos cultivar e fazer frutificar a Espiritualidade Conjugal, ela é a nossa vocação. O Padre Caffarel, na Carta Mensal francesa de junho de 19595, definia a espiritualidade como “uma ciência que trata da vida cristã e dos caminhos que levam a seu pleno desabrochar... os casais que se reúnem para iniciar-se à espiritualidade, longe de procurar meios para fugir do mundo, esforçam-se por aprender como, a exemplo de Cristo, podem servir a Deus, por toda a sua vida e em meio ao mundo”.
Sejamos ativos na história, e, lembrando Nancy e Pedro Moncau6, cheios de alegria, ergamos “a Deus uma constante e sincera ação de graças”. Muitos, cristãos ou não, são Sal e Luz no mundo. Por isso, “Vai, e também tu, faze o mesmo”.

Jussara e Daniel 
Comunicação Externa