domingo, 26 de agosto de 2012


Meditando em equipe

Popularmente tido como aziago, do ponto de vista litúrgico, Agosto é o contrário: é o mês feito a gosto para cada um repensar e reavaliar a sua própria vocação no seio da Igreja. Nesse sentido, é de suma importância a exortação que nos faz o apóstolo Paulo: “Exorto-vos eu, o prisioneiro no Senhor, a andardes de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Ef 4,1). A cláusula “de modo digno” obviamente aponta para um verdadeiro embasamento espiritual, qualquer que seja a nossa vocação na seara divina. Caso contrário, estaríamos a construir sobre areia, fadados ao fracasso. Pedro, bem humano como todos nós, conclui: “Como é santo Aquele que vos chamou, tornai-vos também vós santos em todo o vosso comportamento, porque está escrito: Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pd 1,15-16).





Escuta da Palavra em 1Pd 1,12-23

Sugestões para a meditação:
1. Explique esta frase: “Fostes regenerados, não de uma semente corruptível, mas incorruptível” (v. 23).
2. O que Pedro quer dizer com “o tempo do vosso exílio” (v.17)?
3. Como entender esta expressão: “ponde toda a vossa esperança na graça” (v.13)?
4. E esta: “Cristo, conhecido antes da fundação do mundo” (v.20)?

Frei Geraldo de Araujo Lima, O.Carm.


Oração Litúrgica

“Me chamaste para caminhar na vida contigo; 
Decidi para sempre segui-te, não voltar atrás! 
Me puseste uma brasa no peito e uma flecha na alma... 
É difícil agora viver sem lembrar-me de Ti. 
Te amarei, Senhor! Te amarei, Senhor! 
Eu só encontro a paz e a alegria bem perto de Ti! 
Eu pensei muitas vezes calar e não dar nem respostas. 
Eu pensei na fuga esconder-me, ir longe de Ti; 
Mas tua força venceu e ao final eu fiquei seduzido: 
É difícil agora viver sem saudades de Ti. 
Ó Jesus, não me deixes jamais caminhar solitário, 
Pois conheces a minha fraqueza e o meu coração... 
Vem, ensina-me a viver a vida na tua presença. No amor dos irmãos, na alegria, na paz, na união!”



A sagrada missão de pai

Esta afirmação de Jesus, muitas vezes, é remetida a nós pais que, seguidamente, fazemos esta pergunta a respeito de nossos filhos: afinal, somos nós que os escolhemos ou são eles que nos escolhem? Na verdade, esta escolha não é nossa, é um presente de Deus, tanto para os pais, como para os filhos. E nós a acolhemos num momento de grande alegria e gratidão, mesclados com preocupações e angústias diante da impossibilidade de monitorá-los como gostaríamos. Como todos nós, eles têm o dom do livre arbítrio que, no momento certo, exercem com muita autoridade, muitas vezes para o desespero dos pais, quando as suas escolhas não são as mais prudentes. Para eles o presente significa amor, amparo, proteção e bússola orientadora em suas vidas, não trilhos. Portanto, um presente muito amado e querido por ambos os lados.
Meditamos também na infelicidade dos pais que, ao não conseguirem fazer dos filhos a realização de seu projeto de vida, têm dificuldade em lidar com o diferente. Decepcionam-se e chegam até a pensar que o que Deus lhes deu foi um “presente de grego”. Falta a esse pai a consciência de que, apesar da nossa autoridade de pais, inquestionável, não somos seus donos, mas seus parceiros de jornada e modelo de vida. Somos o seu porto seguro que, em qualquer circunstância, oferece no seu ancoradouro um amor exigente, mas incondicional.
Pensando nisto, o que dizer dos pais que recebem este presente na forma de um filho especial; considerariam também eles um presente de grego ou uma prova de confiança de Deus na sua capacidade de amar mais e ser o suporte para esta frágil criaturinha Sua?
Neste mês em que se comemora o Dia dos Pais, pensemos carinhosamente nisto, principalmente quando estivermos angustiados nas madrugadas de esperas, nas preocupações com os amigos que fazem, ou quando seus futuros parecem não ser claramente luminosos.
E rezemos muito num preito misto de gratidão e esperança, no amor misericordioso daquele que Jesus nos ensinou a chamar carinhosamente de ABBA (paizinho), que é o modelo inequívoco da nossa paternidade humana.

Carmen e Maurílio
CR Região RS I

CONSELHO PARA OS CASAIS







sábado, 14 de julho de 2012




Senhor, livrai-me de toda amargura e 

sentimento de rejeição que trago comigo.

 Curai-me, Senhor. 

Tocai meu coração com Vossa mão Misericordiosa e curai-o, Senhor.

 Sei que tais sentimentos de angústia, não vem de Vós:

 vem do inimigo que tenta me fazer infeliz, desanimada(o),

 porque me escolheste, assim como Vos escolhi, 

para servir e amar.

Enviai-me, pois, Vossos santos anjos, 

para me libertar de toda angústia e sentimento de rejeição, 

assim como os enviastes, 

para libertar da prisão a Vossos apóstolos que,

 embora injustamente castigados, 

Vos louvavam e cantavam com alegria e destemor.

 Fazei-me também, assim, sempre alegre e grata(o), 

obstante as dificuldades de cada dia. 

Amém